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Julgamento do caso Jota Cândido foi adiado pela 5ª vez

Mais uma vez foi adiado o julgamento do caso Jota Cândido, radialista e vereador assassinado na cidade de Carpina há dez anos. O júri estava marcado para esta quinta-feira (29) no Recife, mas foi remarcado para o dia 16 de dezembro.

Quatro acusados, três policiais militares e um motorista, serão julgados e essa é a primeira vez que o adiamento do julgamento foi solicitado pela defesa dos acusados. Eles cobraram diligências em operadores de telefonia para reforçar as provas que seriam apresentadas pela acusação e provocaram o adiamento anterior. O juiz acatou o pedido, afirmando que “em um júri, a defesa não é só ampla, é plena”. "Isso foi considerado importante para o esclarecimento e a prova do processo", acrescentou o juiz do Jorge Luiz de Santos Henriques.

De acordo com a promotoria, registros telefônicos indicam que que os réus participaram no crime, mostrando que

eles conversaram intensamente nos minutos que antecedeu o crime. Porém, nesta quinta, o Ministério Público revelou que essas provas não foram encontradas. A defesa, que sempre afirmou que essas provas não existiam e que apenas xerox haviam sido apresentadas pela acusação, achou estranha essa atitude e decidiu pedir o adiamento para investigar esses documentos. "Os julgamentos anteriores não aconteceram exclusivamente por pedido do Ministério Público, no sentido de que as operadoras apresentassem as provas que informam o local onde os acusados estariam no momento do crime. Estranhamente, no dia de hoje, embora as operadoras não tenham atendido a esse pedido, o Ministério Público desistiu desse requerimento”, explicou José Siqueira, advogado de um dos réus.
A família de Jota Cândido foi pega de surpresa com o novo adiamento. "Um vereador atuante e um radialista como Jota não poder ser morto e ficar impune por dez anos. Mas nós não vamos desistir. Quero a condenação dos réus e dos mandantes”, falou Karoline Cândido, filha de Jota Cândido, pedindo para que as empresas de telefonia atendessem ao pedido e, assim, viabilizassem o julgamento.

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Fonte/Fotos: G1

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