
Áudios atribuídos à empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por agredir uma empregada doméstica grávida, trouxeram novos desdobramentos ao caso ocorrido no dia 17 de abril, em São Luís (MA).
Nas mensagens, divulgadas pela TV Mirante, a mulher afirma que não foi levada à delegacia após a ocorrência porque um dos policiais militares que atendeu o caso seria seu conhecido.
🎧 Declarações chamam atenção
Em um dos trechos, a empresária relata que, mesmo diante dos ferimentos visíveis na vítima, não foi conduzida à delegacia. Segundo o áudio, o próprio agente teria comentado que a situação justificaria a condução.
Outro ponto que gerou forte repercussão foi o conteúdo das falas sobre as agressões. Em um dos áudios, a suspeita descreve a violência praticada contra a jovem:
“Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro… tudo que vocês imaginarem de doidice”, teria dito.
Em outra gravação, a empresária também afirma que a agressão deixou marcas em suas próprias mãos:
“Eu dei tanto que minha mão ficou inchada”, declarou.
As falas intensificaram a indignação nas redes sociais e ampliaram a repercussão do caso.
🚨 Caso está sob investigação
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou, em nota, que não há confirmação oficial sobre a autenticidade dos áudios nem sobre eventual participação de agentes públicos. O órgão destacou que qualquer denúncia formal será apurada com rigor.
O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. Até o momento, a empresária não foi presa nem indiciada.
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🤰 Vítima relata agressões
A vítima, uma jovem de 19 anos, grávida de cinco meses, afirmou ter sido agredida após ser acusada de furtar joias da ex-patroa.
Segundo o relato, ela sofreu puxões de cabelo, socos e agressões físicas enquanto tentava proteger a barriga durante o ataque. Mesmo após o objeto supostamente furtado ter sido encontrado na residência, as agressões teriam continuado.
A jovem procurou a polícia no dia seguinte, registrou boletim de ocorrência e passou por exame de corpo de delito, que confirmou as lesões.
⚖️ Histórico e posicionamentos
De acordo com a Polícia Civil, a empresária responde a mais de dez processos. Em um deles, foi condenada por calúnia após acusar falsamente uma ex-funcionária.
Em resposta, o marido da suspeita afirmou que os áudios divulgados são falsos. Já a empresária declarou que houve distorção dos fatos e que adotou medidas legais para esclarecer o caso.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que acompanha a situação e prepara um relatório sobre os processos envolvendo a investigada.
Foto: Reprodução/G1
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